organização

Tô virando minamalista

Tenho flertado com a ideia do minimalismo há tempos já. Me encanto com as histórias das pessoas que descobriram um jeito de ser mais felizes e adoro os vídeos de todo mundo jogando as coisas que não ama fora. Embora eu não goste da parte estética da coisa (aqueles espaços brancos e extremamente organizados, que é o que a gente mais vê por aí), eu gosto muito da ideia de simplificar minhas posses e só ter aquilo que realmente preciso e amo.

É claro que falar é muito mais simples que fazer e sendo conhecida como a acumuladora que sou, as coisas ficam ainda mais complicadas. Só sei que tenho conseguido caminhar com passinhos de formiga em busca de uma vida mais simples e mínima. Diminuí meus produtos de maquiagem, os itens na mesa, as decorações do quarto, o número de coisas no armário… E por mais que esteja bem longe ainda, o caminho tem me mostrado aquilo que realmente é importante.

Aí eu descobri uma coisa. Eu tenho afantasia, um nome engraçado para explicar que eu não consigo formar imagens no meu cérebro. Mas, veja bem, até poucas semanas eu não fazia ideia de que as pessoas realmente conseguiam visualizar as coisas nas cabeças delas. Eu só achava que todo mundo era como eu, tinha impressões e entendia os conceitos, mas continuava vendo um grande nada. E aí descobri que a maior parte das pessoas realmente tem um cinema particular dentro das próprias cabeças. Não sinto falta de nada, porque nunca tive, só que esse novo conhecimento mudou um pouquinho a minha relação com as coisas materiais e talvez até mesmo explique certos comportamentos que tenho.

E pra quê tô falando disso se estava falando de minimalismo? Bom, se eu não consigo ver coisas na minha cabeça às vezes eu preciso realmente ver as coisas para me lembrar de momentos, entender certos conceitos ou fazer algumas tarefas. Essa descoberta foi essencial pra eu entender que ter aquele livro que é igual ao que tive quando era criança não é simplesmente ter um objeto com valor sentimental, é possuir as memórias visuais que outras pessoas poderiam ter só de se concentrarem dentro de suas cabecinhas.

Talvez seja por isso que minha caminhada minimalista está num ritmo tão desacelerado. E talvez seja por isso que eu nunca irei alcançar o mesmo nível de simplicidade que as pessoas que vejo na internet (parte da culpa também é gosto pessoal, meu gosto de decoração é bem mais colorido e eclético). Mas a intenção é dizer que não importa o quanto demore ou o quão diferente seja das nossas inspirações, se concentrar em descobrir aquilo que é mais importante em sua vida e se libertar do que não te faz bem é a mensagem que o minimalismo me ensinou, e é por isso que tem tanta gente se sentindo mais feliz jogando suas coisas fora.

2 Comments

  1. Eu também estou flertando com o minimalismo. É um processo difícil, sempre fui uma pessoa que guarda muitas coisas e tenho uma profissão (sou historiadora e professora de história) que preza muito pela guarda de objetos de memória. Mas estou tentando e aos poucos consegui me livrar de muita coisa. Hoje possuo em média 50 peças de roupas apenas (de calor e frio, pois moro no Sul). Mas livros, por exemplo, eu estou me desapegando bem mais devagar…

  2. Eu gostaria de conseguir viver com pouco, mas não dá, eu gosto de ver as coisas, sou meio acumuladora, hihihi…

    Eu nem sabia que afantasia existia, mas legal aprender algo novo em blog!

Deixe uma resposta