Tentando entender

Categorias diarinho

Esse é um daqueles textos que começa quando a gente tá conversando consigo mesma e tentando escrever e entender as coisas. A última semana foi bem difícil em relação aos posts do BEDA, todos os dias eu escrevia alguma coisa meio improvisada ao aproveitava ideias salvas em rascunhos antigos. E eu fui ficando chateada comigo mesma porque eu sabia que podia fazer algo melhor, mas, ao mesmo tempo, não conseguia.

A semana foi um misto de dias extremamente ocupados e outros sem nenhuma estrutura do que eu precisava fazer, e quem sofreu foi o blog. Mas ainda tava pesquisando artesanatos diferentes e brincando com a ideia de mudar umas coisas no meu sistema de organização. Aí percebi que eu estava entrando num padrão antigo meu, inventando outras coisas para fazer para ignorar os problemas que estavam acontecendo.

Quando eu decidi que seria legal falar mais sobre minha saúde mental, tirar esse assunto das sombras que geralmente fica e compartilhar com as pessoas, eu pensei só nas dificuldades normais dos tabus e clichês da sociedade. E acho que até consigo falar bastante sobre a minha ansiedade, talvez por ler e pesquisar sobre o assunto, ou talvez por conseguir perceber certos motivos e padrões.

Mas o que tem me frustrado muito nesses últimos dias é justamente não conseguir usar palavras pra descrever o que está acontecendo. Em todo lugar quando se lê sobre ansiedade as pessoas falam no quanto é importante tentar racionalizar as situações que está vivendo para conseguir sair delas mais tranquilamente. Além disso, a ansiedade geralmente não anda sozinha, e quando outros problemas se manifestam essa estratégia é bastante inútil.

Estou triste, desmotivada, cansada e irritada, mas não faço ideia dos motivos. Nada aconteceu nem deixou de acontecer para me deixar assim. Essa não é uma reação natural a situação nenhuma. Como racionalizar uma coisa que não faz sentido?

Então eu volto pra casa e o doce cheiro das damas-da-noite espalhadas pela vizinhança me lembra que estou chegando em casa. Minha cadela me recebe feliz, brinca comigo, e me deseja aquela boa noite que só cachorros sabem como desejar. É hora de apagar as luzes e deixar que o ruído do ventilador e o conforto do edredom me embalem até o amanhã chegar. E amanhã a gente vê o que acontece.

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