Quem é você?

Categorias diarinho

Todo mundo, em algum momento, se perde. Seja virando uma esquina errada no caminho que não conhecia muito bem ou tomando decisões no “piloto automático” da vida. Apesar de até acreditar que às vezes temos que aceitar que não temos total controle de certas situações, não acho que viver o tempo todo deixando que as coisas simplesmente aconteçam seja a melhor estratégia. Talvez seja minha mente ansiosa que deseja controlar todos os pequenos detalhes da vida, ou talvez seja só porque sentir-se perdido incomoda. E o bom de sentir incomodado é que o desconforto sempre causa alguma reação.

E justamente porque todo mundo, em algum momento, se perde, existem por aí milhares de filmes, livros, músicas e todo o tipo de arte falando sobre “se encontrar”. Encontrar quem somos parece ser a grande tarefa do mundo contemporâneo. Aí, vivendo no mundo que vivemos, esse conhecimento pessoal vira mercadoria e está chovendo gente tentando vender a melhor forma de obter essa informação tão preciosa.

Talvez o seu caminho seja lembrar de tudo aquilo que imaginou ser quando criança. Talvez seu caminho seja construído junto com outras pessoas. Talvez seu caminho seja exatamente igual àquele livro tão bacana. Ou talvez seu caminho esteja só esperando que você vire aquela esquina errada.

“Quem é você?” talvez seja a maior pergunta filosófica de todos os tempos, porque, ela abarca desde as características físicas mais triviais até os mais profundos desejos e pensamentos de alguém. Você é, e não é, tantas coisas! Você é sua profissão, seu papel familiar, seu caminho favorito para voltar em casa, as notas mentais que faz no banheiro, as ideias geniais perdidas num guardanapo qualquer, a marca de batom na xícara antiga, o rasgado da calça do dia que tropeçou e caiu de joelhos no meio da ponte. Você é também a história de seu povo, as conquistas e lutas de seu gênero, a tintura do seu cabelo e o sorriso no momento inapropriado. Você é tudo. Você é nada. Você é o universo.

Deixe uma resposta