Eu me importo demais

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Sempre me importei. O psiquiatra disse que é uma das coisas mais fortes em mim, que engatilha as ansiedades e me deixa em estado depressivo. Mas eu sempre me importei. Houve tempos, quando eu não me sentia eu mesma e só queria me encaixar, que eu fingia não me importar. Parecia o mais legal a se fazer. Deixar a vida passar como se você fosse importante demais pra tudo aquilo que acontecia. Nada me afetava, nada me emocionada, nem feliz nem triste, um estado perfeitamente no meio de tudo, que era um grande nada. Não consegui.

E saber que eu me importava parecia ainda pior. Não queria mostrar que eu sofria, não queria mostrar que era fácil chegar até mim. Se importar significa que você tem fragilidades e eu não queria que as outras pessoas souberem disso. Até que hoje eu ouvi esse poema da Savannah Brown. E estou feliz em me importar. “Estamos aqui muito brevemente para sermos mornos. / Quando a vida é um piscar de olhos, como você pode estar satisfeito em ficar parado até que seus olhos se sequem?”

Hoje eu te digo, se importe. Se permita sentir o quanto precisar sentir. E se for para deixar de se importar, só deixe de se importar com a percepção que os outros tem de você, porque isso realmente não deve receber sua atenção. E assista o poema completo da Savannah, por favor.

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